quarta-feira, 2 de maio de 2012

A Vida Humana e a Possibilidade de Alegria


Será que eu escapo dessa?
Um médico do Conselho Federal de Medicina pediu-me que escrevesse um texto curto, a ser distribuído entre os médicos, sobre o médico diante de um paciente que vai morrer.
Vai aí o texto e eu gostaria de saber como vocês se sentiram, na cabeça e no coração.
Rubem Alves


Doutor, agora que estamos sozinhos quero lhe fazer uma pergunta: "Será que eu escapo dessa?"
Mas, por favor, não responda agora porque sei o que o senhor vai dizer.
O senhor vai desconversar e responder:
"Estamos fazendo tudo o que é possível para que você viva."
Mas, neste momento, não estou interessada  naquilo que o senhor e todos os médicos do mundo estão fazendo.
Olhe, eu sou uma mulher inteligente.
Sei a resposta para minha pergunta.
Os sinais são claros.
Sei que vou morrer.
O que eu desejo é que o senhor me ajude a morrer.
Morrer é difícil.
Não só por causa da morte mesma, mas porque todos, na melhor das intenções, a cercam de mentiras.
Sei que na escola de medicina os senhores aprendem a ajudar as pessoas a viver.
Mas haverá professores que ensinam a arte de ajudar as pessoas a morrer?
Ou isso não faz parte dos saberes de um médico?
Meus parentes mais queridos se sentem perdidos.
Quando quero falar sobre a morte eles logo dizem: "Tira essa idéia de morte da cabeça. Você estará boa logo..." Mentem.
Então eu me calo.
Quando saem do quarto, longe de mim, choram.
Sei que eles me amam.
Querem me enganar para me poupar de sofrimento.
Mas são fracos e não sabem o que falar...
Fico então numa grande solidão.
Não há ninguém com quem eu possa conversar honestamente.
Fica tudo num faz de contas...
As visitas vêm, assentam-se, sorriem, comentam as coisas do cotidiano.
Fazem de contas que estão fazendo uma visita normal.
Eu me esforço por ser delicada.
Sorrio.
Acho estranho que uma pessoa que está morrendo tenha a obrigação social de ser delicada com as visitas.
As coisas sobre que falam não me interessam.
Dão-me, ao contrário, um grande cansaço.
Elas pensam que estou ali na cama.
Não sabem que já estou longe.
Sou "uma ausência que se demora, uma despedida  pronta a cumprir-se...”
Remo minha canoa no grande rio, rumo à terceira margem.
Meu tempo é curto e não posso desperdiçá-lo ouvindo banalidades. 
Contaram-me de um teólogo místico que teve um tumor no cérebro.
O médico lhe disse a verdade:
"O senhor tem mais seis meses de vida..."
Aí ele se virou para sua mulher e disse:
"Chegou a hora das liturgias do morrer.
Quero ficar só com você.
Leremos juntos os poemas e ouviremos as músicas do morrer e do viver.
A morte é o acorde final dessa sonata que é a vida.
Toda sonata tem de terminar.
Tudo o que é perfeito deseja morrer.
Vida e morte se pertencem.
E não quero que essa solidão bonita seja perturbada por pessoas que têm medo de olhar para a morte.
Quero a companhia de uns poucos amigos que conversarão comigo sem dissimulações.
Ou somente ficarão em silêncio."
Enquanto pude, li os poetas.
Nesses dias eles têm sido os meus companheiros.
Seus poemas conversam comigo.
Os religiosos não me ajudam.
Eles nada sabem sobre poesia.
O que eles sabem são doutrinas sobre o outro mundo.
Mas o outro mundo não me interessa.
Não vou gastar o meu tempo pensando nele. 
Se Deus existe, então não há por que me preocupar com o outro mundo, porque Deus é amor.
Se Deus não existe, então, não há por que me preocupar com o outro mundo porque ele não existe e nada me faltará se eu mesmo faltar.
Ah! Como seria bom se as pessoas que me amam me lessem os poemas que amo.
Então eu sentiria a presença de Deus.
Ouvir música e ler poesia são, para mim, as supremas manifestações do divino.
A consciência da proximidade da morte me tornou lúcida.
Meus sentimentos ficaram simples e claros.
O que sinto é tristeza porque não quero morrer e a vida é cheia de tantas coisas boas.
Um amigo me contou que sua filha de dois anos o acordou pela manhã  e lhe perguntou:
"Papai, quando você morrer você vai sentir saudades?"
Foi o jeito que ela teve de dizer:
"Papai, quando você morrer eu vou sentir saudades..."
Na cama o dia todo fico a meditar:
"Nas escolas ensinam-se tantas coisas inúteis que não servem para nada. Mas nada se ensina sobre o morrer."
Me diga, doutor:
O que lhe ensinaram na escola de medicina sobre o morrer?
Sei que lhe ensinaram muito sobre a morte como um fenômeno biológico.
Mas o que lhe ensinaram sobre a morte como uma experiência humana?
Para isso teria sido necessário que os médicos lessem os poetas.
Os poetas foram lidos como parte do seu currículo?
Nada lhe ensinaram sobre o morrer humano porque ele não pode ser dito com a linguagem da ciência. 
A ciência só lida com generalidades.
Mas a morte de uma pessoa é um evento único, nunca houve e nunca haverá outro igual.
Minha morte será única no universo!
Uma estrela vai se apagar.
Nesse ponto seus remédios são totalmente inúteis.
O senhor os receita como desencargo de consciência, para consolar a minha família, ilusões para dizer que algo está sendo feito.
O senhor está tentando dar. 
Não devia.
Há um momento da vida em que é preciso perder a esperança.
Abandonada a esperança, a luta cessa e vem então a paz.
E agora, doutor, depois de eu ter falado, me responda:
"Será que eu saio dessa?"
Então eu ficarei feliz se o senhor não me der aquela resposta boba, mas se assentar ao lado da minha cama e, olhando nos meus olhos, me disser:
"Você está com medo de morrer.
Eu também tenho medo de morrer...
Então poderemos conversar de igual para igual.
Mas há algo que os seus remédios podem fazer.
Não quero morrer com dor.
E a ciência tem recursos para isso.
Muitos médicos se enchem de escrúpulos por medo que os sedativos matem.
Preservam a sua consciência de qualquer culpa e deixam o moribundo sofrendo. 
Mas isso é fazer com que o final da sonata não seja um acorde de beleza mas um acorde de gritos.
A vida humana tem a ver com a possibilidade de alegria!
Quando a possibilidade de alegria se vai, a vida humana se foi também. 
E esse é o meu último pedido:
Quero que minha sonata termine bonita e em paz.
Morrendo...

Crônica publicada no Correio Popular, de Campinas-SP


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Tudo é movimento, nada é permanente


A primeira impressão que temos quando ouvimos ou pensamos em aceitar, seja uma pessoa, um fato ou uma circunstância é de que estaremos nos submetendo ou nos subjugando, desistindo de lutar, sendo fracos.
De verdade, se quisermos modificar qualquer aspecto da nossa vida e de nós mesmos, devemos começar aceitando.
Nos aceitando.
A aceitação é detentora de um poder transformador que só quem já experimentou pode avaliar.
É difícil aceitar uma perda material ou afetiva; uma dificuldade financeira; uma doença; uma humilhação; uma traição.
Mas a aceitação é um ato de boa vontade, mente aberta, sabedoria e humildade, pois ao contrário de que muitos pensam, a vida em si, não estão sob o nosso controle.
As pessoas são como são, dificilmente mudam.
Não podemos contar com isso.
A única pessoa que podemos mudar, somos nós mesmos, portanto, se não houver aceitação,  o que estaremos fazendo é insensato, é insano.
Se resistente, brigar, revoltar-se, negar, deprimir, desesperar, indignar-se, culpar, culpar-se são reações emocionais carregadas de raiva.
Raiva do outro, raiva de sí mesmo, raiva da vida. E a raiva destrói, fere, desagrega.
A aceitação é uma força que desconhecemos porque somos condicionados a lutar, a esbravejar, a brigar e fazer barulhos.
Aceitar é paz, entendimento, leveza.
Aceitar não é desistir, nem tão pouco resignar-se.
Aceitar é estar lúcido do momento presente e se assim a vida se apresenta, assim deve ser.
Aceitação, é colocar-se pronto para ver a dificuldade de outro anglo de outro prisma.
Sem o peso que nós colocamos ou imaginarmos ter.
No instante em que aceitamos, desmaterializamos situações que foram criadas por nós, soluções surgem naturalmente através da intuição ou fatos trazem as respostas e as saídas para o problema.
Simples assim!
Tudo é movimento.
Nada é permanente.
A nossa tendência “natural” é resistir, não aceitar, combater tudo o que nos contraria e o que nos gera sofrimento.
Dessa forma prolongamos a situação.
Resistir só nos mantém presos dentro da situação desconfortável, muitas vezes perpetuando e tornando tudo mais complicado e pesado.
Quando não aceitamos nos tornamos amargos, revoltados, aprisionados, frustrados, insatisfeitos, cheios de rancor e tristeza, e esses padrões mentais e emocionais criam mais dificuldades, nunca trazem solução.
E muitas vezes achamos que os outros ou as coisas são responsáveis pelos acontecimentos.
E não são.
Aceitar é expandir a consciência e encontrar respostas, soluções, alívio.
Aceitar é o que nos leva à fé.
Aceitação é um passo concreto para deixar a vida mais leve, mais alegre e mais saudável.
É fundamental entender que aceitar não significa desistir e seguir adiante com otimismo.
Ter muitos propósitos a serem atingidos é nossa atitude saudável diante da vida.
Estar grato colabora e muito para aprender aceitar.
Aceitar se refere ao momento presente, ao agora.
No instante que você aceita, você se entrega ao que a vida quer-lhe oferecer.
Novas idéias surgem para prosseguir na direção desejada, saindo do sofrimento.
Como dizem: “A dor existe, mas sofrer é opcional, é uma escolha.”
E então???
Quer ser feliz?
Aceite!!!
Não se esqueça: Você só pode mudar você mesmo.
Só você é responsável por tudo que lhe ocorre e sente.
Forte Abraço, paz e muiiita Luz...

AFINIDADE


A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos.
O mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades.

Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo sobre o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.

Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.

É ficar conversando sem trocar palavra. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com... Nem sentir contra, nem sentir para, nem
sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.

Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar.
Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.

Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Só entra em relação rica e saudável com o outro, quem aceita para poder questionar.

Não sei se sou claro: quem aceita para poder questionar, não nega ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é.
E, aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso.
Isso é afinidade.
Mas o habitual é vermos alguém questionar porque não aceita o outro como ele é.
Por isso, aliás, questiona.
Questionamento de afins, eis a (in)fluência.
Questionamento de não afins, eis a guerra.
A afinidade não precisa do amor.
Pode existir com ou sem ele.

Independente dele.
A quilômetros de distância.
Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.
Há afinidade por pessoas a quem apenas vemos passar, por vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos.
Há afinidade com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos, veremos ou falaremos.
Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem para buscar sintomas com pessoas distantes, com amigos a quem não vemos, com amores latentes, com irmãos do não vivido?
A afinidade é singular, discreta e independente,
porque não precisa do tempo para existir.
Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem se estabeleceu o vínculo da afinidade!

No dia em que a vir de novo, você vai prosseguir a relação exatamente do ponto em que parou.
Afinidade é a adivinhação de essências não conhecidas nem pelas pessoas que as tem.
Por prescindir do tempo e ser a ele superior, a afinidade vence a morte, porque cada um de nós traz afinidades ancestrais com a experiência da espécie no inconsciente.
Ela se prolonga nas células dos que nascem de nós, para encontrar sintonias futuras nas quais estaremos presentes.
Sensível é a afinidade.
É exigente, apenas de que as pessoas evoluam parecido.
Que a erosão, amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam do mesmo grau, porque o que define a afinidade é a sua existência também depois.
Aquele ou aquela de quem você foi tão amigo ou amado, e anos depois encontra com saudade ou alegria, mas percebe que não vai conseguir restituir o clima afetivo de antes, é alguém com quem a afinidade foi temporária.

E afinidade real não é temporária.
É supratemporal.
Nada mais doloroso que contemplar afinidade morta, ou a ilusão de que as vivências daquela época eram afinidade.
A pessoa mudou, transformou-se por outros meios.
A vida passou por ela e fez tempestades, chuvas, plantios de resultado diverso.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças, é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas, quantos das impossibilidades vividas.
Afinidade é retomar a relação do ponto em que parou, sem lamentar o tempo da separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais, a expressão do outro sob a forma ampliada e refletida do eu individual aprimorado.

Artur da Távola






Entenda o seu íntimo




Ele é o que de mais precioso você tem.

Nele estão todos os recursos de que você precisa para uma vida realizada e feliz.

Foi Deus que fez você assim.

Ele colocou, bem dentro de você, superprotegidos, fortíssimos recursos e sublimes atributos para serem desenvolvidos e aproveitados.

Estão dormentes, como sementes, mas acordam e agem quando você os toca com o bisturi da inteligência e do bom sentimento.

Para todo tipo de questão ou problema, há um recurso dentro de você.

Não lamente nada, pois o que é bom já está dentro de você.

As suas qualidades, uma vez desenvolvidas, não recuam jamais.











quinta-feira, 29 de março de 2012

Tico Santa Cruz


Luis Guilherme Brunetta Fontenelle de Araújo mais conhecido como Tico Santa Cruz (30 de setembro de 1977, Rio de Janeiro.
Cursou Ciências Sociais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Educação Física e Comunicação, mas não chegou a concluir nenhum deles por não conseguir conciliar com os shows do Detonautas.
Compositor, escritor e poeta criou o grupo de performance social chamado "Voluntários da pátria" que leva música, debates e cultura para escolas e penitenciárias de todo o Brasil.
 
*Você já sabe disso, mas não custa nada lembrar.

Um dia você vai aprender que nem todo mundo que te elogia quer teu bem e que nem todo aquele que te critica quer teu mal.
Vai entender que aqueles que te odeiam muitas vezes o fazem por desejarem estar no seu lugar. Vai perceber que a bondade não está apenas nas palavras, mas principalmente nos atos.
Que solidariedade é diferente de caridade que é diferente de exibicionismo.
Que espiritualidade não precisa de religião.
Vai aprender que um amor não se molda, se vive.
Que só fazem conosco o que permitimos.
Que perdoar não é esquecer e sim aceitar as desculpas e deixar que a ferida cicatrize sem precisar mostrá-la.
Contudo aprenderá que insistir no erro é escolha.
Que ser determinado é diferente de ser inconveniente.
Que ter disciplina é fundamental para desfrutar da liberdade.
Que ninguém é totalmente bom e nem totalmente mau.
Vai perceber que todo mundo tem um preço, mas que nem todos estão à venda.
Vai notar que aquele que muito se faz de humilde não sabe o que de fato seja humildade.
Que quem muito ostenta é porque pouco tem para mostrar.
Que maturidade é olhar para si sem ignorar o outro.
É aceitar também que os estejam próximos tenham diversos defeitos assim como nós e que a amizade está em conviver com isso sem deixar de celebrar as qualidades.
Um dia você aprenderá que os jornais mentem.
Que a televisão está a serviço apenas dos comerciais, que a vida das celebridades não é realmente como na revista e que todo mundo solta pum.
Que ler ajuda a escrever, que o mundo não começou no dia que você nasceu, que existem pessoas com conhecimento e outras apenas com informação.
Vai notar que sabedoria é mais do que ter cultura e que tem mais gente culta do que Sábia.
Que ser inteligente é diferente de ser esperto, e que para ser esperto não é preciso enganar os outros.
Vai notar que há quem fale bonito e não tenha nada a dizer e há quem não saiba conjugar um verbo corretamente, mas consiga expressar o que é preciso, na hora em que é preciso.
Vai perceber que é preciso ouvir, mas que ficar sempre calado é omissão.
Poder ser que entenda que liberdade de expressão não significa agredir sem consequências, que democracia só existe onde todos que façam parte dela tenham consciência do que seja uma democracia e que o Estado não está nos fazendo favor.
Nós pagamos impostos.
Vai notar que numa sociedade somos sócios e que existem problemas que são comuns a todos nós e que se não nos unirmos para resolvê-los mais cedo ou mais tarde eles nos atingirão.
Vai descobrir que o atraso na educação facilita a manipulação das massas.
Que autoridades não gostam de ser questionadas. Que tem muita gente que trabalha para manter a calamidade sem saber e ainda acha graça e faz piada disso.
Vai entender que existe limite para tudo e que para saber qual será o seu limite terá que ultrapassá-lo, contudo tendo consciência de que existem consequências e algumas sem volta.
Que é no equilíbrio que se encontra a harmonia e que para chegar a este estágio será preciso bem mais do que apenas citá-lo.
Entenderá que é mais interessante nos ver brigando uns com os outros do que unidos em prol do crescimento coletivo.
Que nos dividiram por classes, cor, credo e raças porque fica mais simples de controlar.
Um dia você vai aprender que tem tanta coisa para aprender por aqui e que essa é nossa função nessa existência que então perceberá o quão pequeno é perto do universo que existe ao redor.
E quando tiveres a consciência de que tudo que acontece na sua vida seja fruto apenas de suas escolhas, então não apontarás mais o dedo para culpar ninguém pelo que não conquistou.
E muito menos colocará a responsabilidade da sua felicidade em outro que não em ti mesmo.
Que cada um usa as armas que tem, mas que é preciso responsabilidade e respeito aos que estão próximo para que estas armas não sejam usadas para prejudicar os outros e consequentemente a você.
Que todos temos um dom, uma capacidade e o direito de optar por ser apenas mais um ou deixar sua própria história marcada.
Nesse dia você aprenderá que ainda não sabe de nada.
Então começará uma nova busca...

* Tico Santa Cruz

Chico Anysio

Nunca tinha visto tantos indo embora juntos!!!
Se foram Alberto Roberto, Bento Carneiro, Professor Raimundo, Bozó, Haroldo, Justo Veríssimo, Nazareno, Painho, Nicanor, Profeta, Tim Tones, Dna. Salomé, Silva, Pantaleão, Véio Zuza e mais um monte de gente que não vou lembrar agora...
Estou olhando pela janela e percebo que tá se armando uma chuva!!! Também!
O que deve ter de gente chorando de rir ali por cima!!!
Sorte deles!
Azar nosso que perdemos o melhor de todos...

Siga com Deus Chico Anysio, forte abraço, paz e muiiita luz...


                                      
                                            
Hoje acordei pensando em todas “Pessoas” que realmente importam em minha vida, e não poderia esquecer-me de quanto eu as amo e como elas são importantes para mim.
Que coisa mais boa a gente poder amar outras “Pessoas”, e como nos faz bem lembrar disso.
Mas é importante também falarmos à essas “Pessoas”.
Acredite; quando falamos é bom em duplo sentido.
Nos faz bem dizer que elas representam muito em nossas vidas e em nossa caminhada diária.
Também nos faz bem dizer-lhes  que sem elas nossos dias não teriam o mesmo significado, e teria muito mais a lhes falar, mas não quero me extender.
Então deixo-lhes algo muito belo sobre o amor, não é de minha autoria, mas é algo para refletirmos, peço-lhes que aumentem o volume antes de começar a ler.

                 *Aula de amor

A pessoa que ama é uma pessoa espontânea.
A pessoa que ama não tem necessidade de ser perfeita, apenas humana.
Se você sente amor dentro de seu coração, deixe que os outros conheçam seus sentimentos.
Liberte suas emoções!
Não viva no passado.
Ele só tem valor porque fez de você o que é hoje.
Viva no agora!
Quando estiver comendo, coma.
Quando estiver falando, fale.
Quando estiver olhando, olhe.
Quando estiver amando, ame.
E perceba a beleza de cada momento.
Não devemos ter medo de mostrar emoções.
O Amor é como um espelho.
Quando você ama uma pessoa, se transforma no espelho dela e ela no seu.
O amor verdadeiro só cria, nunca destrói.
O amor tem os braços abertos.
Se você fechar os braços para o amor,
verá que esta apenas abraçando a si mesma e isolando-se no mundo, descobrindo a solidão.

Jamais reprima seus sentimentos, senão eles jamais se tornarão realidade.
Se você quer dar uma risada, dê uma gargalhada.

Se você quer gritar, desabafe.
Se você quer amar, ame com todas as suas forças.
Só assim você achará a verdadeira felicidade.
Isto não é um poema de amor, é sobre você, e sobre todos aqueles que um dia se expuseram para tocar o coração de outra pessoa.
* Lionardo Fonseca Paiva

Forte Abraço, Paz e Luz...